Quatro fábricas de calçados fecham em Pentecoste, no Ceará, resultando na demissão de 528 funcionários por razões econômicas após mais de duas décadas de atuação no município do interior.
O empresário Alexandre Becker comunicou, na manhã de segunda-feira (22 de junho), o fechamento de quatro fábricas de calçados no município de Pentecoste, no interior do Ceará. O encerramento das atividades ocorreu de forma presencial em cada estabelecimento por motivos econômicos e de mercado, resultando no desligamento imediato de 528 funcionários.
Crise no setor calçadista
A decisão encerra uma trajetória de mais de duas décadas das confecções na região. As unidades operavam como terceirizadas da empresa Paquetá, que também encerrou as suas atividades produtivas anteriormente.
"Por questões econômicas, não conseguimos mais tocar a fábrica", afirmou o empresário Alexandre Becker. Ele classificou o momento atual como de profundo pesar para todas as famílias afetadas no município.
Unidades atingidas e trabalhadores demitidos
O encerramento das atividades afetou quatro empresas locais pertencentes ao mesmo grupo econômico. O volume de cortes detalhado por unidade produtiva inclui:
Valenti Calçados: 205 funcionários desligados;
Serrota Calçados: 127 funcionários desligados;
Pentecoste Calçados: 103 funcionários desligados;
WS Calçados: 93 funcionários desligados.
Apenas a unidade VS Sport, que confecciona o produto do início ao fim e conta com 306 trabalhadores, continuará em atividade em Pentecoste. Becker informou que essa marca mantém expectativas de crescimento e projeta a geração de novos empregos no futuro.
Assistência e direitos trabalhistas
O Sindicato Sindpast acompanhou as negociações presenciais desde o início das tratativas de fechamento das marcas calçadistas. O advogado da entidade, Jarbas Alves, esteve presente no anúncio para assegurar a transparência do processo de transição.
A entidade assumiu a responsabilidade de conferir as rescisões contratuais e ingressar com as ações cabíveis na Vara do Trabalho. Todos os profissionais desligados do polo industrial receberão o amparo financeiro temporário do Seguro-Desemprego.

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